A Felicidade e o Homem
Certo dia a Felicidade e o Homem decidiram jogar às escondidas. Então a Felicidade, num reino cheio de alegria onde as cores do arco-íris habitavam, escondeu-se do Homem.
Enquanto a Felicidade permanecia escondida, a Mentira surgiu repentinamente e aproximou-se dele, tentando criar a ilusão de que ela era a verdadeira Felicidade. O Homem deixou-se manipular pela Mentira, entristecendo, assim, a Felicidade que se sentiu trocada e abandonada pelo Homem.
Mas o jogo inverteu-se e a Felicidade procurou o Homem. Quando o encontrou, viu-o alegre junto da Mentira, sua confidente e amiga tão próxima. Cheia de coragem, disse-lhe:
- Homem, eu sou a verdadeira Felicidade! Não acredites na Mentira, ela apenas traz a Maldade.
- Como?!... Mas… como é que me deixei influenciar pela Mentira?! Os meus olhos viam, porém, eu estava cego! Mas agora tudo será diferente – disse o Homem.
Daí em diante a Mentira desapareceu e a Felicidade ficou a viver eternamente no fundo do coração do Homem, tornando-se inseparáveis.
E por mais caminhos com pedras, curvas e valentes sustos, nunca se perderam de vista.
Sara Vides, 9ºB
O Livro
Era uma noite de Verão. Como o calor não me deixava dormir, fui vaguear pelo sótão da minha casa. Abri caixas, caixinhas e caixotes e encontrei um livro misterioso. Levei-o para o quarto e comecei a lê-lo.
À medida que os meus dedos o folheavam, ia descobrindo que, naquele livro, estavam informações codificadas que levei horas para decifrar: números, letras, símbolos, tudo era muito estranho! Por fim fez-se luz! Lá ensinavam-me a abrir um portal que me teletransportaria para outra dimensão. Ao longo de vários dias, devorei o livro e a informação e, no fim de três meses, o portal estava construído. Tinha chegado a hora de o experimentar e assim fui enviado para outra dimensão.
Encontrei-me, então, num sítio completamente diferente do nosso Planeta Azul. Era mais avançado a nível tecnológico, as pessoas viajavam em carros que voavam através de vias semelhantes àquilo a que nós chamamos estradas, os prédios eram muitos altos, as pessoas não conseguiam andar na rua sem o seu PDA e os computadores estavam em todo o lado. Fora dos grandes centros, havia uma grande desflorestação e muitas lixeiras, o verde fora substituído pelo cinzento, na periferia das cidades existiam muitas fábricas que todo o dia poluíam o ambiente, as chaminés decoravam o ar substituindo os pássaros em bando. A protecção do ambiente não existia, os seres que ali habitavam estavam a auto-destruir-se.
No final da primeira visita, regressei para o meu portal e também para minha casa. Nesse dia não consegui dormir, uma angústia enorme dominava o meu coração. Decidi, então, ajudar aqueles seres. Ensinei-lhe que a Natureza é importante, que não podemos viver sem ela e que temos de a proteger. A Natureza é um bem precioso!

Luís Ferreira, 9ºB
