Oficina de Escrita

 
Sexta-feira, 17 / 06 / 11

Palavra Puxa Palavra


 

PALAVRAS

 

 

 

 


Sonho em arranjar palavras,

 

Palavras para construir frases,

 

Frases que compõem belos poemas,

 

Poemas que eu faço,

 

Faço ou farei um dia,

 

Dia que tem sol e chuva,

 

Chuva fria e gelada,

 

Gelada é a água do rio,

 

Rio misterioso e agradável,

 

Agradável é o sol brilhante que a praia tem,

 

Tem escaldante areia,

 

Areia com a qual gosto de brincar,

 

Brincar e ler os meus livros,

 

Livros com que estudo na escola,

 

Escola para onde vou e quero ir, 

 

Ir para aprender a escrever um texto bonito

 

Bonito como este que eu fiz!

 

 

 

                         Rute Andrade, 7ºA 

 

 

 

                     

 

 

 

 

 

 

publicado por oficinadescrita às 19:17
Sexta-feira, 17 / 06 / 11

Texto Descritivo

  Da nossa escola, vimos… 

 

     Sentadas no banco do jardim da nossa escola, observamos o que está em nosso redor.

    Vimos o azul do céu a tocar nos montes recortados onde o verde-escuro e o castanho das poucas árvores pintam a paisagem. O amarelo das flores a despontar lembra grandes retalhos de mantas delicadas, mas a presença do Homem vê-se no cume da montanha onde este plantou gigantescas torres eólicas que giram lentamente. Ao longe uma nuvem solitária vagueia no céu azul e pinta de branco aquela zona tão vaga. Mais perto e dispersas pela colina inclinada, estão as casas das aldeias serranas pintadas de branco com os telhados avermelhados. Ouvimos o doce pipilar dos pássaros que nasce e renasce suavemente, criando belas melodias e o cheiro harmonioso da natureza faz sentir a chegada da Primavera que se avizinha. 

    Sentadas no banco do jardim da nossa escola, observamos a paisagem que nos acompanha todos os dias e que nos dá a tranquilidade vinda do sentimento de estar em casa. 

                                                                     

                                              Cátia e Cristina, 8ºB    

     

                 

      separadores

 

 

 


publicado por oficinadescrita às 17:11
Sexta-feira, 17 / 06 / 11

Pensamentos

Pensamentos soltos…

 

      separadores

   

      A Lua está simplesmente linda! Olho-a atentamente da janela.

     Hoje ela parece-se comigo. Embora tenha todas as estrelas a seu lado, as nuvens tapam-na e por isso parece só. Ter-se-á zangado com o Sol? Eu também me sinto só… apesar de ter os meus amigos a meu lado. Este sentimento incomodativo invadiu a minha alma. Mas entre mim e a Lua há uma imensidão: ela é o satélite natural da Terra e por isso gira sem contratempos e eu sou um ser humano onde vive um turbilhão de sentimentos.

    As nuvens estão a mover-se e a tapá-la por completo. Será que o sentimento também se irá apoderar assim de mim? Eu não quero isso! Mas, apesar de ela estar sozinha, está a irradiar raios fortes, luminosos e brilhantes. Se calhar são raios de revolta, mas se assim fosse, maiores e mais brilhantes seriam.

     Continuo a olhá-la fixamente e a pensar no quanto a minha vida está confusa. As nuvens apoderar-se-ão dela? Não posso acreditar! Será que está a tentar enviar-me sinais? Não quero pensar nisso.

      Então decidi… vou deitar-me e, se amanhã a Lua voltar a parecer-se comigo, irá estar o céu belo e límpido, porque eu própria irei fazer com que o meu dia também seja um grande dia cheio de sol.

                                                               

 

                                                  Adriana Sofia, 9ºA

 

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publicado por oficinadescrita às 12:41
Sexta-feira, 17 / 06 / 11

Texto Poético

                                               Liberdade


 

                                      Liberdade… é poder ouvir os pássaros cantar,

 

                                      É poder ser feliz,

 

                                      É ser amado,

 

                                      E poder amar a quem mo diz,

 

                                      A liberdade é poder ouvir o coração bater,

 

                                      É sentir o cheiro das flores a nascer,

 

                                      A liberdade… é um direito que nem todos têm,

 

                                      Mas que todos deveriam ter,

 

                                      Liberdade, nunca partas,

 

                                      Vê-me crescer!

 

                                                            Tatiana Soares, 7ºA

 

 

                           

 

            

publicado por oficinadescrita às 12:38
Sexta-feira, 17 / 06 / 11

Texto Poético

 A paisagem   

 

Pela janela da sala,

 

Vejo a paisagem da minha terra,

 

Aqui perto vejo o rio

 

E além vejo a serra.

 

 

Árvores e montanhas,

 

Vejo tudo verdejante,

 

Montes coloridos

 

E sinto o sol escaldante.

 

 

Bancos vazios,

 

Cinzentos e frios,

 

Como as águas

 

Dos grandes rios.

 

 

Casas grandes e pequenas,

 

Por todo lado estão,

 

Mas as pessoas… as pessoas,

 

Essas estão no meu coração.

 

 

                  Jorge Duarte, 8ºA

 

 

 

 

publicado por oficinadescrita às 12:35
Sexta-feira, 17 / 06 / 11

Palavra Puxa Palavra

O Verão


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                                       Eu gosto é do Verão,

 

                                       Verão que é tempo de praia,

 

                                       Praia só nas grandes férias,

 

                                       Férias que chegam quando acaba a escola,

 

                                       Escola amiga onde estudo,

 

                                       Estudo é o que eu faço,

 

                                       Faço ou tenho de fazer, porque é o meu dever,

 

                                       Dever para todos,

 

                                       Todos, mas só alguns jogam,

 

                                       Jogam à bola,

 

                                       Bola que é redonda,

 

                                       Redonda como o sol,

 

                                       Sol é no Verão!

 

                                       Verão, é do que eu gosto!

 

                                                                          Tatiana Moreira, 8ºC

 

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publicado por oficinadescrita às 11:49
Quinta-feira, 09 / 06 / 11

Texto Narrativo

 

            A Felicidade e o Homem


 

   Certo dia a Felicidade e o Homem decidiram jogar às escondidas. Então a Felicidade, num reino cheio de alegria onde as cores do arco-íris habitavam, escondeu-se do Homem.

  Enquanto a Felicidade permanecia escondida, a Mentira surgiu repentinamente e aproximou-se dele, tentando criar a ilusão de que ela era a verdadeira Felicidade. O Homem deixou-se manipular pela Mentira, entristecendo, assim, a Felicidade que se sentiu trocada e abandonada pelo Homem.

    Mas o jogo inverteu-se e a Felicidade procurou o Homem. Quando o encontrou, viu-o alegre junto da Mentira, sua confidente e amiga tão próxima. Cheia de coragem, disse-lhe:

    - Homem, eu sou a verdadeira Felicidade! Não acredites na Mentira, ela apenas traz a Maldade.

   - Como?!... Mas… como é que me deixei influenciar pela Mentira?! Os meus olhos viam, porém, eu estava cego! Mas agora tudo será diferente – disse o Homem.

    Daí em diante a Mentira desapareceu e a Felicidade ficou a viver eternamente no fundo do coração do Homem, tornando-se inseparáveis.

    E por mais caminhos com pedras, curvas e valentes sustos, nunca se perderam de vista. 

                                                                           Sara Vides, 9ºB

 

                            

     

 

 

O Livro   

  

    Era uma noite de Verão. Como o calor não me deixava dormir, fui vaguear pelo sótão da minha casa. Abri caixas, caixinhas e caixotes e encontrei um livro misterioso. Levei-o para o quarto e comecei a lê-lo. 

    À medida que os meus dedos o folheavam, ia descobrindo que, naquele livro, estavam informações codificadas que levei horas para decifrar: números, letras, símbolos, tudo era muito estranho! Por fim fez-se luz! Lá ensinavam-me a abrir um portal que me teletransportaria para outra dimensão. Ao longo de vários dias, devorei o livro e a informação e, no fim de três meses, o portal estava construído. Tinha chegado a hora de o experimentar e assim fui enviado para outra dimensão.

    Encontrei-me, então, num sítio completamente diferente do nosso Planeta Azul. Era mais avançado a nível tecnológico, as pessoas viajavam em carros que voavam através de vias semelhantes àquilo a que nós chamamos estradas, os prédios eram muitos altos, as pessoas não conseguiam andar na rua sem o seu PDA e os computadores estavam em todo o lado. Fora dos grandes centros, havia uma grande desflorestação e muitas lixeiras, o verde fora substituído pelo cinzento, na periferia das cidades existiam muitas fábricas que todo o dia poluíam o ambiente, as chaminés decoravam o ar substituindo os pássaros em bando. A protecção do ambiente não existia, os seres que ali habitavam estavam a auto-destruir-se.

    No final da primeira visita, regressei para o meu portal e também para minha casa. Nesse dia não consegui dormir, uma angústia enorme dominava o meu coração. Decidi, então, ajudar aqueles seres. Ensinei-lhe que a Natureza é importante, que não podemos viver sem ela e que temos de a proteger. A Natureza é um bem precioso!separadoresseparadores

                                                                                                 

                                                            Luís Ferreira, 9ºB

  

                                                        

 

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publicado por oficinadescrita às 12:33
Quinta-feira, 09 / 06 / 11

Texto Narrativo

          A Aula da Oficina de Escrita


    Era uma tarde de Primavera. Estávamos aborrecidos com a escola e resolvemos dar uma escapadela. Ninguém daria pela nossa falta. Caminhámos por carreiros desconhecidos rumo à aventura, carreiros estreitos, com altos muros cobertos de musgo e ervas rasteiras. Aqui e além viam-se pequenos animais rastejantes que faziam a Ana gritar e dar pulinhos. Até um pequeno lagarto verde que nos espiava se assustou. Quando finalmente chegámos ao fim do carreiro, avistámos uma linda cascata que nos despertou um sentimento de aventura como se nos estivesse a chamar. Subitamente o Filipe ouviu uma voz estranha.

    - O que se passa?! – perguntou o Filipe – Vocês ouviram? Que som estranho foi aquele?!

    Olhámos em redor, mas não vimos nada nem ninguém. Quem seria? O que seria? A agitação tomou conta de nós. Olhámos novamente e apercebemo-nos que era uma pedra… uma pedra que falava… Estaríamos a alucinar?! Naquele momento, sentimos medo e por isso decidimos fugir, correr o mais depressa possível, mas as pernas pareciam que não queriam andar, não saíamos do mesmo lugar. As árvores, com os seus grandes ramos, impediam-nos de avançar. A floresta de repente ganhou vida e todos os seres que nela habitavam estavam ali com um olhar assustador.

    Subitamente ouvimos lá longe:

    - Meninos, acabou a aula da “Oficina de Escrita”.

    E como por magia as árvores voltaram a ser árvores, a pedra voltou a ser pedra, as nossas pernas ganharam movimento e levaram-nos para o tão adorado recreio da nossa tão adorada escola.

                                           

                                                  Ana Amaral, Cláudia Costa, Filipe Correia, 8ºB

            

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publicado por oficinadescrita às 11:22
Domingo, 13 / 02 / 11

Resultados do Concurso - "Carta de Amor"

  

  

 

 

 

RESULTADOS DO CONCURSO

 

“CARTA DE AMOR”

 

 

 

publicado por oficinadescrita às 17:46
Domingo, 13 / 02 / 11

1º lugar - Concurso "Carta de amor"

    

 

                                                                   Cinfães, 14 de Fevereiro de 2011

 

     Meu amor,

     Não sei como te dizer, porque não há uma forma perfeita de o fazer, não há definições adequadas para o que sinto por ti. Mostrar um sentimento? Bem, isso é muito difícil para mim, não tenho coragem para tal acto. Tentarei escrever embora de uma maneira incompleta.

Discretamente, procuro a chave. Aquela preciosa chave que abre o teu coração. Onde está? Não a encontro. E a chave do meu? Perdi-a e quem a encontrou foste tu embora não saibas. Encontraste sem procurar e involuntariamente entraste no meu coração, o baú que esconde os meus sentimentos e os mais diversos segredos.

     Gosto de ti, pura e simplesmente, como a Lua gosta do Sol ardente. Acredito em ti como um inocente acredita em quem lhe mente. Avalio-te sem te conhecer totalmente e mesmo assim atribuo-te um «cem por cento». Sigo-te tal como a areia é levada pelo vento. Mas não te posso dar mais do que este sentimento. Posso adorar-te como as freiras adoram Deus no seu convento. Mas não és Deus. Posso obedecer-te como um escravo obedece ao imperador. Mas obediência não é amor. Posso amar-te como Eva amou Adão. Um amor de perdição, cheio de pecado e tentação. Não quero isso. Posso gostar de ti de várias maneiras, mas eu quero amar de uma só. Amo-te como eu quero e não como eu posso.

Os meus olhos conseguem reflectir a tua essência e ainda me dão o prazer de contemplar os teus olhos, que são a luz de uma estrela que acaba de nascer, são o azul das águas mais puras, a cor celeste do céu misturado com o pálido verde da relva orvalhada. O teu sorriso, o teu lindo, lindo sorriso, para mim, é mais brilhante e mais valioso do que qualquer diamante. E a tua voz é a minha música favorita, com qualquer letra e a melodia é indiferente desde que o intérprete sejas tu, meu amor.

     Com o amor, de quem te ama.

 

                                                                              Liliana Cardoso, 9ºB

 

P.S. Como ainda não sei o caminho para o coração do destinatário, vou guardar esta carta cuidadosamente num cofre imaginário que já nem chave tem.

 

                                                                              

                                                       

publicado por oficinadescrita às 17:41
Escola Secundária Flávio Pinto Resende, Cinfães,Portugal

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